Junta de Freguesia de Minde

Heráldica


Todas as sedes de concelho têm o seu nome enobrecido por um brasão a que sempre se associa uma bandeira com a definição das cores do respetivo concelho e o seu correspondente selo branco. Todas podem, por isso mesmo, ver-se representadas por uma simbologia heráldica mais ou menos sugestiva.


Até ao final do século XX muitas outras povoações não sedes de concelho, já tinham também os seus símbolos heráldicos, geralmente como herança do seu passado histórico, podendo até nem sequer ser sedes de freguesia. Eram as chamadas cabeças dos concelhos que foram extintos por pontuais reordenações municipais e, mais generalizadamente, pelas reformas administrativas dos tempos do liberalismo, como os casos de Pernes e Alcanede e Monte Real, aqui mais próximos.


As freguesias não brasonadas, sobretudo as mais antigas, sentindo também elas que, como células base da divisão administrativa do Estado, tinham direito a uma nobilitação heráldica, começaram a manifestar a sua aspiração de virem a representar-se com o seu próprio brasão.

A publicação da Lei n.º 53/91 de 7 de Agosto veio dar satisfação a esse anseio abrindo as portas da simbologia heráldica à generalidade das freguesias, sujeitando-a, contudo, à aprovação da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses.


A partir de então, muito paulatinamente e de acordo com o empenhamento dos autarcas, começaram a aparecer, à vista de quem viajava pelo país, placas com brasões como cartões de apresentação e de convite à paragem de quem ia passando pelas freguesias assim nobilitadas.

Não se pode dizer que Minde tenha investido muito tempo a aproveitar a sinecura pois não tardou que alguém decalcasse de um dos painéis que decoram o coreto um tear para fazer dele o tema do improvisado brasão com que se fez representar durante cerca de dez anos.


Em que se configuravam: Mantas, Oliveiras, Cerejeiras, Carvalhos, a Indústria, a Albergaria, a Serra, a Mata e um ninho (ninhou).

Sabendo-se, todavia, que a outorga de um brasão carecia da homologação da entidade competente para a fazer e admitindo que o improvisado brasão de Minde não satisfazia as condições para tal efeito, o Professor Abílio Martins dispôs-se a idealizar a simbologia que lhe parecia mais representativa da nossa freguesia.

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